Ninguém

Um ninguém caminha rumo ao nada...
A noite e a madrugada é sua companheira e sozinho ele sente o vazio a própria dor .
Seria inútil talvez gritar para o mundo ou chamar seu nome.
Não talvez seria melhor ir embora, mas o coração pede para ficar.
Ficar e te contar a minha história...
Um dia no passado me encantei, com o seu sorriso, com seu jeito de ser que não era definido.
Logo você me fez parar e ti admirar e através de um momento calei sua boca com um beijo de garoto maroto.
Você, toda você era incrível, menina que ouvia aprendia e cada vez mais me admirava.

Enquanto isso um ninguém caminha rumo ao nada...

Eu com meu jeito, sem percepção, sem uma reta diferente em idéias que poderiam salvar o mundo da podridão.
Adorava curtir um som diferente e lhe explicar coisas sobre o planalto, céu, terra e o mar... 
Você ficava me ouvindo e parecia que tu querias participar de tudo.
Eu lhe ensinei os macetes da vida, lhe ensinei o momento de parar.
Ti mostrei o céu, tentamos entender o porque do vento.
Sempre me fazia companhia nas horas que eu sempre precisei.
Ti preparei para a vida...
Mesmo assim eu reconheço que também errei.

Enquanto isso um ninguém caminha rumo ao nada...

Fui embora e lhe deixei sozinha sem nenhuma explicação...
Fui conhecer novas pessoas, novos amigos como você me disse outro dia que também faria.
Eu parti rumo ao desconhecido, cego para a realidade.
Conheci o mundo e o fundo, o preconceito a ganância, as duas faces da noite, do abandono, da falta de carinho, da falta de amor um dos outros.
Amigos meus morreram de overdose, amigas prostitutas do mundo, sempre tentei buscar a paz.
Eu sentia que o beijo não era o mesmo seu, o carinho não era o mesmo...
Também queria voltar atrás e ti encontrar, mas o medo me impede de tentar...
Não gosto de comentar esse lado obscuro, talvez um dia você queira que eu conte esses momentos meus...

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